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Como calcular a dosagem para aplicação de defensivos agrícolas
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Como calcular a dosagem para aplicação de defensivos agrícolas

Com o avanço da tecnologia no campo, uma das etapas mais importantes no manejo é o planejamento das ações. Na área de pulverização, tudo deve ser levado na ponta do lápis, calculado e analisado. Nessa fase de trabalho, geralmente, pode ocorrer desperdícios, o que faz o produtor perder tempo e dinheiro. Para buscar amenizar ainda mais as perdas, hoje, abordaremos o cálculo que se deve fazer da dosagem de defensivos agrícolas.

Cálculo por hectare
Volume de calda gasto será obtido multiplicando-se a vazão do pulverizador (15,38 litros/min) pelo tempo que se gasta para a pulverização (9,52 min/ha). Volume consumido/ha = 15,38x9,52 = 146,46 litros/ha.

Cálculo da quantidade para o preparo da calda
Normalmente, as embalagens dos defensivos podem apresentar recomendação de dosagem em duas formas:

  • na forma de XX a YY gramas de produto/ha ou XX a YY mililitros/ha;
  • na forma de XX gramas de produto por 100 litros ou XX mililitros de produto por 100 litros, com recomendação de um volume de calda mínimo que deve ser utilizado para controle eficiente de pragas e doenças.

A recomendação apresentada na forma de XX gramas ou mililitros/100 litros é amplamente utilizada pelos agricultores devido à facilidade dos cálculos para preparo da calda. Entretanto, essa recomendação só deve ser utilizada quando se emprega grandes volumes de calda, ou seja, acima de 500 litros por hectare, obedecendo à recomendação do fabricante do defensivo.

Para o exemplo de consumo de 150 litros de calda/ha, o agricultor deverá utilizar uma recomendação que especifique a dosagem do agrotóxico em gramas ou mililitros por hectare.

Exemplo:
Supondo que o agricultor utilizará um inseticida para controle de uma determinada lagarta. No rótulo ou bula da embalagem, o agricultor encontra a recomendação de dosagem de 1,5 a 2,0 L/ha do produto comercial. Devido às características da cultura e do elevado risco de infestação da praga, o agricultor optou por aplicar a dosagem de 2,0 litros do produto comercial por hectare. Supondo que a capacidade do tanque do pulverizador é de 500 litros, volume esse, suficiente para tratar 3,33 hectares. (Fonte: Embrapa)

Aplicativos de celular
Novas ferramentas permitem ao usuário definir a dose de uso do herbicida na medida do quadro de infestação. A tecnologia atende a produtores de 15 culturas para as quais o herbicida da empresa está registrado, incluindo soja, milho, algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, feijão e pastagens.
Os aplicativos Calculadora de Crucial® e WeedApp® são gratuitos e estão disponíveis nas lojas virtuais, nas versões Android e IOS.

Como calcular a área tratada por minuto
Exemplo:
Largura da área tratada = 40 bicos x 0,6m de espaçamento entre bicos = 24 metros
Área tratada = velocidade x largura da área tratada
Área tratada = 200m/min x 24 metros = 4800 m/min
Em hectare = 4800/10000 = 0,48 ha/min
A fórmula da taxa de aplicação é:
Taxa de aplicação = vazão total/área tratada

Exemplo:
Taxa de aplicação = 32L/min/0,48ha/min = 67 L/ha
Quantidade de produto para o preparo da calda
Quantidade = (capacidade do tanque x dosagem do produto)/taxa de aplicação

Exemplo:
Se o tanque é de 2000 litros e dosagem do produto de 0,2 L/ha:
Quantidade = (2000×0,2)/67 = 5,97 L de produto para o preparo da calda de um tanque cheio do pulverizador.
Com informações do site Lavoura 10

Cuidados - antes da pulverização da cultura
* Verifique se o tanque do pulverizador está limpo;
* Coloque água limpa no tanque e faça funcionar o equipamento;
* Caso exista vazamento, conserte-o. Peças com defeito devem ser substituídas;
* Verifique se não há vazamento ou entupimento dos bicos e mangueiras;
* Observe se o jato formado está correto. Se necessário retirar o bico e limpar com uma escova ou pincel, destinado exclusivamente para essa finalidade. Nunca desentupir o bico de pulverização com a boca. Não usar arame, prego ou grampo para desentupir o bico.

Cuidados - após ao período de pulverização
* Esvaziar totalmente o tanque em local seguro – o ideal é repassar algum local da cultura com as sobras da calda do tanque. Para evitar esse desperdício, preparar apenas a quantidade de calda necessária para tratar a área;
* Lavar o exterior e interior da máquina com detergente;
* Aplicar uma solução de 80% de óleo lubrificante e 20% de óleo diesel nas partes metálicas do equipamento para evitar a corrosão. 

Clique aqui para ler a cartilha completa da Embrapa.

Como fazer a calibração do pulverizador
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Como fazer a calibração do pulverizador

O sucesso de uma pulverização está atrelado a vários fatores, como a calibração do pulverizador. Além de evitar perdas devido ao amassamento das culturas, o produtor também pode perder dinheiro por causa de calibrações inadequadas. A pulverização é uma das atividades na agricultura que deve receber muita atenção. Caso alguns pontos não sejam observados corretamente, a perda de defensivo pode chegar a 70%. Um pulverizador bem regulado e calibrado é a certeza de uma aplicação eficiente e segura.

O objetivo da calibração é colocar a quantidade correta do agrotóxico no alvo, no local onde ocorre o ataque dos problemas fitossanitários, com o menor consumo de calda. Se houver uma deposição eficiente, o controle será mais efetivo e o número de aplicações poderá ser reduzido.

Entre os equipamentos utilizados na regulagem e calibração de pulverizadores estão: jarra e proveta, manômetro, termohigroanemômetro Kestrel, mesa de checagem de distribuição, papel sensível e software E-Sprinkile. Antes de começar, é essencial que se verifique as condições gerais de funcionamento do pulverizador, como do tanque, mangueiras, peneiras, filtros, o visor do nível de calda, o protetor de cardan; o estado geral das bombas, dos comandos e correias; ramal e bicos; além da conservação das pontas de pulverização.

Calibração:

  • Selecione a altura da barra, distância e tipo de pontas;
  • Abasteça o pulverizador com água;
  • Marque 50 metros na lavoura, determine rpm, selecione a marcha, ligue a tdp, percorra os 50 metros e marque o tempo;
  • Afrouxe a válvula de pressão, abras o fluxo para as barras e ajuste a pressão (cone = 45 a 200 psi, leque = 30 a 60 psi);
  • Faça uma checagem visual do padrão de pulverização e alinhamento do jato de aplicação;
  • Colete o volume nos bicos no tempo indicado para os 50 metros com:
    a) copo calibrado
    b) caneca graduada
  • Repita a operação em vários bicos, faça a média;
  • Leia a bula do produto, verifique se está conforme a recomendação pressão/velocidade/troca bicos);
  • Verifique a dosagem do produto:
    a) Por hectare = 600 / 400 x 2,0 = 3 lt/tanque
    b) Por concentração = 600 / 100 x 0,20 = 1,2 lt/tanque
  • Se for baixo volume: aumente pressão, diminua velocidade ou troque bicos;
  • Se for alto volume: diminua pressão, aumente velocidade ou troque bicos.
    (Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC)

Etapas da tecnologia de aplicação:

  • Identificação e monitoramento do alvo;
  • Identificação de condições ambientais;
  • Identificação dos químicos;
  • Meio ambiente e saúde.
Pulverização: Você ainda sofre com o efeito chicote?
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Pulverização: Você ainda sofre com o efeito chicote?

Testado e aprovado por mais de 11 mil produtores e operadores de máquinas de norte a sul do País, o Sistema KS trabalha por meio de válvulas hidráulicas sob pressão. O equipamento alivia o peso das barras, evitando o efeito chicote. A instalação é possível em máquinas de todas as marcas, sem alterar as características originais.

Com a tecnologia, as barras do pulverizador trabalham totalmente de forma automatizada. O Sistema é regulado para cada máquina e mantém as barras niveladas. “Antes, não dava tempo de levantar a barra e ela pegava no chão; entortava, gerando um grande prejuízo”, assim recorda o produtor rural de Tupãssi (PR), Gilliar dos Santos. Depois que ele adquiriu o Sistema de Estabilização de Barras da KS Pulverizadores obteve um melhor rendimento operacional.

A tecnologia também contribui na economia de defensivo e na otimização do tempo na aplicação, do início ao fim do ciclo da soja, mesmo com a planta já em porte alto. O Sistema KS colabora para um aumento vida útil do sistema hidráulico do pulverizador.

Efeito chicote
Responsável por mais de 90% das quebras e trincas de barras de pulverizadores, o efeito chicote pode causar muita dor de cabeça e prejuízo ao produtor rural. O problema é causado por oscilações e irregularidades no terreno, desestabilizando e sobrecarregando as pontas das barras. Para evitar esse problema, agricultores e operadores estão utilizando o Sistema KS.

Clique aqui para saber mais sobre o Sistema KS.

Veja como fazer a limpeza do tanque do pulverizador
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Veja como fazer a limpeza do tanque do pulverizador

Entre os cuidados na agricultura está a limpeza do tanque do pulverizador. Um procedimento de suma importância na aplicação, a prática pode evitar prejuízos na lavoura. A limpeza correta do equipamento de pulverização vai permitir que o produtor consiga fazer uma aplicação eficiente, evitando problemas como de entupimento de bicos, de filtros e peneiras.

A utilização de agentes limpantes (detergentes, ácidos, bases e ésteres) tem a função de retirar resíduos de agroquímicos do circuito hidráulico sem inativar o ingrediente ativo. Já os descontaminantes têm a função de inativar as moléculas do ingrediente ativo presente no circuito hidráulico do pulverizador, sendo também chamados de inativadores.

O tanque de pulverização se torna um vilão da agricultura quando os cuidados necessários não são adotados. Um dos problemas causados em lavouras onde não é feito uma descontaminação ideal é de fitotoxicidade, que é uma reação tóxica que um herbicida provoca nas plantas, prejudicando seu crescimento. Quanto mais a limpeza for feita, melhor será a prevenção à fitotoxicidade. É recomendável que o procedimento seja realizado sempre quando for trocado o princípio ativo ou quando for alterar a aplicação em culturas diferentes na mesma área.

Passo a passo

  • 1) Abasteça o tanque do pulverizador com água até 70% da sua capacidade;
  • 2) Adicione à calda o produto indicado para limpeza;
  • 3) Movimente a máquina para frente e para trás a fim de que a solução atinja todas as laterais do tanque – uns 20 minutos;
  • 4) Limpe o misturador do pulverizador;
  • 5) Liga-se o agitador da máquina para movimentar a calda por todo o sistema de pulverização;
  • 6) Libera-se toda a calda com a solução limpante por toda a barra do pulverizador, simulando uma aplicação;
  • 7) Desmonte os componentes do sistema de pulverização, tais como bicos, filtros e peniras, colocando em um recipiente com água e a solução limpante - deixar agir por alguns minutos;
  • 8) Se necessário, repita o enxague várias vezes.

Não esqueça de utilizar os equipamentos de proteção individual (EPI). Sempre após as aplicações, não deixe restos de calda no tanque de um dia para o outro.

Qual é o melhor horário para pulverização?
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Qual é o melhor horário para pulverização?

O planejamento é cada vez mais importante nos trabalhos no campo. Para otimizar os resultados, o produtor deve observar vários pontos. Na pulverização, por exemplo, alguns fatores podem interferir na qualidade da aplicação, entre eles, o vento, a temperatura e umidade do ar. Devido a esses fatores climáticos, entrar com o pulverizador no campo em alguns horários podem gerar melhores resultados.

Evite pulverizar nas horas mais quentes do dia, contra o vento e em dias de vento forte e chuvosos. Resumindo, em qualquer cultura, a pulverização não deve realizada entre o meio-dia às 16h, pois esse período apresenta as piores condições. Durante o dia, escolha um horário em que a temperatura seja menor que 30 graus, ventos de 3 a 10 quilômetros por hora, com umidade do ar entre 60% e 90%. Por isso, o horário fica em segundo plano. Se deve levar em consideração sempre a condição do clima.

Aplicação noturna
Altas temperaturas, baixa umidade do ar, além de rajadas de vento. Isso são alguns dos motivos que levam os produtores a não fazerem muitas aplicações diurnas. Durante a noite, as condições se apresentam como a melhor opção. Durante o trabalho nesse turno, as gotas da pulverização possuem mais tempo para atuar na planta. Para aplicação dos herbicidas, por exemplo, o período noturno é uma boa opção, tendo menos evaporação, pois a ausência de luz permite que o herbicida atue em mais células do interior da folha.

São vários benefícios na pulverização noturna, como a diminuição da evaporação, colaborando para que a plantação tenha uma maior absorção dos defensivos. Durante o dia, as altas temperaturas, baixa umidade do ar e rajadas de vento prejudicam o aproveitamento dos defensivos aplicados, causando prejuízo ao produtor.

Benefícios da aplicação noturna
- Temperatura mais amena;
- Umidade do ar mais alta;
- Gotas de pulverização agem por mais tempo;
- Menos perda por evaporação;
- Menos ventos;
- Melhor eficiência no controle de pragas.

Na aplicação noturna, por exemplo, outro ponto que faz a diferença na aplicação é investir em luz de LED azul. Com fácil instalação, o farol pode auxiliar o produtor nesse trabalho. O equipamento facilita a visualização noturna do operador de obstáculos e vazão dos bicos, evitando falhas na aplicação, garantindo assim a qualidade da pulverização. A luz na cor azul permite uma excelente visualização do spray do pulverizador, com contraste muito maior do que qualquer luz branca tradicional, resultando na melhor solução para iluminar uma barra de pulverização.

Melhora na pulverização: ‘Antes era bastante cansativo e hoje é uma facilidade’
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Melhora na pulverização: ‘Antes era bastante cansativo e hoje é uma facilidade’

O operador de máquinas e gerente de fazenda em Toledo, João Lino de Souza, se lembra muito bem de como era o trabalho de pulverização antes de utilizar o Sistema de Estabilização de Barras da KS. "Chegava-se à tarde com muita dor no dedo, porque tinha que ficar controlando a altura de barra, sempre com o polegar direito, e o dia era sempre muito cansativo, mas hoje é uma facilidade", lembra Souza.

A realidade mudou na fazenda depois que adquiriram o Sistema KS, que é um hidráulico de controle de alturas de barras, o que permitiu aos operadores da fazenda fazerem uma pulverização mais uniforme, sem ter a necessidade de interferir tanto na aplicação. "O operador não precisa ter muita prática, pois o Sistema KS mantém as barras sempre niveladas”, destaca.

Além de benefícios na operação, Souza também destaca o aumento na qualidade de aplicação nas culturas que são cultivadas durante o ano. "Temos alta qualidade hoje. Agora, o limitante da velocidade é o sistema dos bicos que se usa nos pulverizadores", detalha.

De carona com a qualidade da pulverização e com o aumento no rendimento operacional, o João percebeu outro benefício que o dispositivo traz. "Na nossa região, a máquina entra na cultura de 6 a 8 vezes. Com o Sistema KS, se colocar na ponta do lápis, se tem uma boa redução no consumo de combustível, pois se consegue trabalhar em uma velocidade constante", finaliza Souza.

Clique aqui para saber mais sobre o Sistema KS.